Maria Portocarrero faz história no Judô Veteranos do Equador

A trajetória de Maria Portocarrero no judô é marcada por continuidade, disciplina e amor pelo esporte. Desde jovem, ela construiu sua formação com o apoio de senseis que deixaram marcas profundas em sua caminhada, sempre aliando dedicação técnica, cuidado com a saúde e valores que ultrapassam o tatame.

Chegar à categoria veterana foi um passo natural dentro de uma história construída com constância. Como atleta veterana, Maria encontrou no judô equilíbrio, motivação e a certeza de que a idade não é um limite para competir e evoluir. Em 2025, essa trajetória ganhou um capítulo histórico: ela se tornou a primeira atleta equatoriana medalhista em Campeonatos Mundiais de Judô Veteranos, resultado que simboliza não apenas uma conquista pessoal, mas também um marco para o judô veterano do Equador.

Nesta entrevista ao Portal Judô Veteranos, Maria Portocarrero compartilha sua história, fala sobre o crescimento do judô veterano em seu país, os desafios da competição internacional e a mensagem inspiradora que deixa para atletas veteranos de toda a América do Sul.

APRESENTAÇÃO E TRAJETÓRIA NO JUDÔ

JUDÔ VETERANOS: Maria, você poderia se apresentar ao público do Portal Judô Veteranos e contar um pouco da sua trajetória no judô até chegar à categoria veterana?

Sou Maria Portocarrero, judoca equatoriana. Iniciei meu caminho no judô ainda jovem, na categoria sênior, com as senseis Pamela Soria, Nataly Soria e Laura Carvajal, além do sensei Gabriel Cedillo, que foram fundamentais nos meus primeiros passos no judô. Também tive o apoio do Dr. Ramiro Ballegan na parte médica.

Tenho muito orgulho de todos eles, por saberem me guiar, formando-me com disciplina, constância e amor por este esporte. Ao longo dos anos, participei de competições nacionais e internacionais, tornando-me múltiplas vezes Campeã Nacional, Campeã Pan-Americana em Lima, no Peru, Campeã Sul-Americana por equipes em Assunção, no Paraguai, e medalhista mundial em Paris, na França, o que me permitiu crescer como atleta e como pessoa.

Chegar à categoria veterana foi uma continuidade natural da minha trajetória, onde sigo competindo e representando o Equador com orgulho.

JV: O que o judô representa hoje na sua vida, especialmente nesta fase como atleta veterana?

Maria Portocarrero: Hoje o judô representa equilíbrio, saúde e motivação. Nesta etapa veterana, é uma forma de me manter ativa física e mentalmente, de continuar me superando e de demonstrar que a idade não é um limite para competir, aprender e desfrutar do esporte. O judô segue sendo uma escola de valores que orienta minha vida diária.

JUDÔ VETERANO NO EQUADOR

JV: Como você vê o desenvolvimento do judô veterano no Equador desde que começou a participar mais ativamente das competições?

Maria Portocarrero: Vejo um crescimento positivo do judô veterano no Equador, com maior participação, compromisso e nível competitivo. Cada vez há mais atletas interessados em se manter ativos e representar o país. Ainda existem aspectos a serem fortalecidos, mas o avanço é claro e o futuro do judô veterano é promissor.

JV: Na sua opinião, qual é a importância de contar com uma estrutura organizada para o judô veterano no país?

Maria Portocarrero: É fundamental, pois permite organizar competições, treinamentos e apoio aos atletas veteranos, dando continuidade ao judô, cuidando da saúde do atleta e reconhecendo sua trajetória.

CONQUISTA HISTÓRICA

JV: Em 2025, você se tornou a primeira atleta equatoriana a conquistar uma medalha em Campeonatos Mundiais de Judô Veteranos. Como foi viver esse momento histórico?

Maria Portocarrero: Foi um momento de muita emoção e orgulho. Representa anos de esforço, sacrifício e perseverança, não apenas meus, mas também do meu sensei Gabriel Cedillo, atual treinador da seleção de judô veterano de Pichincha, província pela qual sou selecionada. Também me senti muito bem nesta ocasião, pois viajei à França com o sensei Eduardo Socarras, de nacionalidade cubana, que presta seus serviços ao Equador. Ali se reflete cada dia de luta e a satisfação de fazer história para o Equador.

JV: O que essa medalha representa não apenas para você, mas também para o judô veterano do Equador?

Maria Portocarrero: Representa uma conquista pessoal, mas, sobretudo, abre caminhos e motiva outros judocas veteranos do país, demonstrando que o Equador pode competir e se destacar em nível mundial.

EXPERIÊNCIA COMO ATLETA VETERANA

JV: Quais são os principais desafios e aprendizados de competir internacionalmente como atleta veterana?

Maria Portocarrero: O principal desafio é manter o nível físico e mental. O aprendizado é valorizar a experiência, a disciplina e a constância acima da idade.

JV: Quais diferenças você percebe entre competir como veterana e em outras fases da sua carreira esportiva?

Maria Portocarrero: Como veterana, compete-se com mais estratégia e controle, priorizando a técnica e o cuidado com o corpo, diferente das fases mais jovens, onde predominam a força e a velocidade.

ENCERRAMENTO

JV: Que mensagem você deixaria para os judocas veteranos do Equador e da América do Sul que ainda não acreditam que podem chegar a esse nível?

Maria Portocarrero: Que nunca é tarde para competir e realizar sonhos. Com disciplina, constância e paixão, é possível representar dignamente nosso país.

JV: Quais são seus próximos objetivos no judô e como você gostaria de ser lembrada na história do judô veterano equatoriano?

Maria Portocarrero: Meus próximos objetivos são seguir competindo em nível internacional e apoiar o desenvolvimento do judô veterano. Gostaria de ser lembrada como uma atleta perseverante, que abriu caminhos para outros.

JV: Sempre deixamos um espaço para que você compartilhe algo que considera relevante para a comunidade do Judô Veteranos.

Maria Portocarrero: Considero importante que o judô veterano seja mais valorizado e apoiado, pois promove saúde, disciplina e a continuidade do judô ao longo da vida.

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